09/11/2020

Ponto de equilíbrio contábil, financeiro e econômico: saiba como calcular

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Ponto de equilíbrio contábil, financeiro e econômico: saiba como calcular

Ponto de equilíbrio contábil, financeiro e econômico: saiba como calcular

O ponto de equilíbrio é um elemento que todo o empresário deveria conhecer. Com ele, é possível identificar o momento em que um negócio é capaz de pagar todos os seus gastos e, a partir de então, iniciar a geração de lucros.

Entretanto esse conceito é um pouco mais amplo e abrange diversas áreas do negócio. Por exemplo, nós temos o ponto de equilíbrio contábil, financeiro e econômico que podem demonstrar resultados sob diferentes aspectos e pontos de observação.

Para ajudar você a entender ambos os conceitos nós resolvemos escrever este artigo. Nele, mostraremos a definição de cada um deles, suas diferenças e metodologias de cálculo. Acompanhe!

Ponto de equilíbrio: definição e características

Em resumo, o ponto de equilíbrio é o momento em que a receita total da empresa equivale a soma de seus custos e despesas. Nesse sentido, é como se fosse um “0 a 0” para o negócio, ou seja, não há lucro nem prejuízo.

O seu calculo é elaborado para determinar a quantidade de transações ou dinheiro que precisa ser realizado para que a empresa possa bancar todos os gastos de sua operação. Vale a pena destacar que o ponto de equilíbrio não é uma meta a ser alcançada, afinal o objetivo da empresa é o lucro e não apenas pagar suas contas, certo?

Entretanto, o ponto de equilíbrio demonstra aos gestores um detalhe importante que vem antes da sua lucratividade, que é o pagamento de todos os custos e despesas necessários para colocar seus produtos e serviços a disposição dos consumidores.

Ponto de equilíbrio contábil, financeiro e econômico

Dentro do conceito do ponto de equilíbrio existem algumas ramificações que servem para tornar o processo ainda mais preciso. Neste tópico, discorreremos detalhadamente sobre elas. Continue lendo!

Ponto de equilíbrio contábil

O ponto de equilíbrio contábil é considerado como um dos mais simples que existem, bem como o mais utilizado. Nesse caso, para se chegar ao valor é necessário dividir todos os custos e despesas fixas por um indexador chamado de margem de contribuição, que discorreremos com mais detalhes em outro momento ainda neste artigo.

O resultado obtido nessa operação determina ao gestor o volume de receita que será necessário para que os gastos sejam igualados e a operação da empresa chegue a um “empate”.

Ponto de equilíbrio financeiro

O ponto de equilíbrio financeiro é entendido como um outro desdobramento dentro do conceito que mencionamos no tópico anterior. A diferença principal na metodologia de cálculo é o fato de que a depreciação e as despesas não desembolsáveis são excluídas dos gastos fixos.

Isso ocorre pelo fato de muitas empresas incluírem em seus balanços anuais a depreciação dos ativos como um custo a ser deduzido da receita. Isso significa que, se um ativo era contabilizado com um valor de R$ 1.000,00 e foi depreciado para R$ 700,00 esses R$ 300,00 de depreciação entrariam para o custo do negócio.

Nesse caso, essa diferença é ignorada pelo fato de importar apenas os gastos que representam um desembolso no caixa da empresa e a depreciação, nesse caso, é uma questão contábil que, na prática, não pode influenciar o ponto de equilíbrio financeiro.

Ponto de equilíbrio econômico

A terceira variação do ponto de equilíbrio é o econômico. Nesse caso, a principal diferença é o acréscimo do custo de oportunidade no cálculo. Basicamente, ele se trata de uma correção monetária que é considerada e somada aos gastos fixos.

O raciocínio dessa estratégia é muito simples. Caso o empreendedor não tivesse investido no negócio ele poderia aplicar o valor em um investimento que proporcionaria uma rentabilidade específica e, em alguns casos — dependendo dos títulos financeiros selecionados — geraria uma lucratividade que deve ser considerada.  

Sendo assim, o ponto de equilíbrio leva em consideração esse ganho e a atividade da empresa passa a “empatar” a partir do momento em que as receitas geradas sejam capazes de suprir, além dos gastos, a eventual remuneração que seria auferida com o recurso investido na empresa.

Metodologia de cálculo do ponto de equilíbrio

Agora que você entendeu o conceito do ponto de equilíbrio e os desdobramentos que podem existir mostraremos a metodologia de cálculo de cada um deles. Entretanto, inicialmente é necessário entender alguns pontos importantes.

Primeiro, em todos os casos é necessário identificar dois elementos básicos, os seus gastos (despesas e custos) e a margem de contribuição que é calculada mediante aplicação da seguinte fórmula:

MC = valor total das vendas – (custos variáveis + despesas variáveis)

A margem de contribuição serve para determinar o ganho bruto que foi auferido nas vendas. Portanto, ela será utilizada em todas as fórmulas. Com esse valor em mãos, passaremos para a fórmula de cálculo de cada um dos desdobramentos do ponto de equilíbrio, iniciando pelo contábil. Nesse caso, metodologia de apuração é muito simples e a fórmula é a seguinte:

PEC = gastos fixos / margem de contribuição

O próximo é o ponto de equilíbrio financeiro que, nesse caso, são eliminados a depreciação e as despesas não desembolsáveis. Aplicando o conceito na fórmula, temos:

PEF = (gastos fixos – gastos não desembolsáveis – depreciação) /margem de contribuição

Depois de entender o funcionamento do cálculo do ponto de equilíbrio financeiro, mostraremos a fórmula que pode ser utilizada para calcular o econômico. Nesse caso, a metodologia pode ser um pouco mais complexa, tendo em vista que é necessário fazer uma projeção do custo de oportunidade. A fórmula seria:

PEE = gastos fixos + custo de oportunidade/ margem de contribuição

Para que o ponto de equilíbrio econômico seja calculado de forma eficiente é necessário ter em mãos relatórios ou demonstrativos da eficiência de alguns ativos financeiros que poderiam ser adquiridos com o recurso investido na empresa. Assim, você deve fazer uma projeção do quanto poderia ter ganho com eles caso tivesse aplicado o dinheiro em vez de abrir ou comprar um negócio.

Com todas essas informações, podemos concluir que a mensuração do ponto de equilíbrio contábil, financeiro e econômico colocam o gestor no controle total do seu negócio, demonstrando para ele o momento em que sua atividade começa a ter um potencial lucrativo.

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