7 riscos financeiros que a sua empresa precisa evitar

Lidar com a gestão empresarial não é uma tarefa fácil. Os riscos financeiros de uma empresa existem, mas nem sempre ficam muito claros para quem cuida do negócio. Problemas na gestão aumentam esses riscos e por isso é muito importante investir em conhecimento. Saber quais são os riscos mais comuns e aprender a identificá-los é um primeiro passo rumo a uma gestão mais saudável.
A sobrevivência da empresa é um ideal indiscutível na gestão empresarial. Por isso, é primordial que o empresário esteja bem esclarecido sobre qual é o tamanho de cada risco financeiro em sua organização.
Para ajudar você nesse tema tão delicado, fizemos este post com 7 riscos financeiros que a sua empresa precisa acompanhar de perto. Veja a seguir!
1. Riscos de mercado
Os riscos financeiros de uma empresa que se relacionam às variações do próprio mercado são o típico caso de risco para se acompanhar. O empresário não tem controle sobre o mercado, mas precisa tomar decisões realistas e baseadas nas tendências indicadas por ele.
Assim, as variações de preços, juros e taxas podem afetar os seus lucros e prejudicar o desempenho financeiro da empresa. Para atenuar os efeitos dessas oscilações, é preciso que o empresário esteja atento ao que acontece no mercado.
Com um estudo detalhado das tendências do mercado, é possível ir mais longe. O empresário que utiliza os números reais do mercado em seu planejamento financeiro age de forma consciente e, assim, evita dores de cabeça com prejuízos inesperados.
2. Riscos de crédito
O risco de crédito é uma avaliação da confiabilidade de uma empresa, sob o ponto de vista dos credores. Os empresários lidam com esse risco tanto em relação àqueles que são seus credores, quanto na posição de devedor.
Quando o empresário é o credor, a análise do risco de crédito da outra parte permite tomar decisões quanto a uma possível inadimplência. Se o risco for alto, as condições e garantias do negócio serão diferenciadas. Com um risco de crédito menor, já é possível ofertar venda a prazo e até mesmo contar com o recebimento dos valores para despesas essenciais.
Quando estamos diante de um empresário devedor ou que precisa de crédito, o trabalho da gestão é no sentido de reduzir o risco de crédito. Manter o pagamento de fornecedores em dia e ter capital de giro e demonstrações contábeis indicando uma boa saúde financeira são atitudes cruciais nesse momento. O risco de crédito da empresa pode inviabilizar negócios e atrapalhar a obtenção de empréstimos.
3. Riscos operacionais
Os riscos de operação são referentes às perdas que acontecem e que afetam o desempenho e funcionamento da empresa. Como exemplo, existem os prejuízos causados por funcionários, sistemas, processos e por alguns eventos externos.
Os riscos operacionais são mais difíceis de mensurar do que os anteriores, pois, nesse caso, é preciso fazer uma minuciosa análise interna. Uma boa maneira de identificar riscos operacionais é identificar erros operacionais e operações em que há potencial de prejuízo, como demandas trabalhistas, fraudes externas e internas, falhas em sistemas de tecnologia de informação, dentre outros.
4. Riscos de fator humano
Como todos sabem, seres humanos estão sujeitos a falhas. A criação de protocolos, manuais e procedimentos internos visa justamente dirimir esses riscos. Nem sempre se resolve o problema de forma definitiva apenas com isso, mas é um bom começo.
O fator humano é um dos riscos mais evidentes na gestão empresarial. Os empregados e gestores podem cometer erros durante seu trabalho; e os erros custam dinheiro.
Para evitar ao máximo as falhas humanas, é sempre bom contar com a automação e o uso de sistemas, que apontam falhas de procedimento e inconsistências. Alguns pontos a se manter em atenção para buscar e evitar erros são:
- valor incorreto em uma planilha de dados;
- quebra de algum equipamento;
- acionamento de dispositivos no tempo errado;
- indicação de endereço errado;
- destruição de um arquivo por engano.
5. Riscos de liquidez
A empresa precisa de dinheiro para operar cotidianamente. Assim, uma má gestão de fluxo de caixa que causa a perda da liquidez aumenta o risco de falta de dinheiro.
Não ter uma boa liquidez traz inúmeros prejuízos, dentre eles a inadimplência. Assim como no caso do risco de crédito, o risco de liquidez se relaciona a dois aspectos: relação da empresa com o mundo exterior e relação dos devedores da empresa com ela.
6. Risco cambial
Quem realiza operações que dependem do uso de moeda estrangeira em qualquer etapa de seu processo está sujeito ao risco cambial. A variação do câmbio é ligeiramente previsível, mas não tanto.
Há momentos em que a elevação dos valores torna o mercado estrangeiro inviável, atrapalha a aquisição de mercadorias e insumos, e até mesmo pode levar a empresa a mudar de ramo. Por outro lado, para alguns empresários uma taxa de câmbio elevada é uma ótima notícia. Assim, o risco de câmbio deve ser analisado com cautela, levando em consideração a relação da empresa com a moeda estrangeira.
7. Risco atrelado aos juros
O risco de juros tem a ver com dois tipos de juros: os juros de mercado e a taxa básica de juros. No risco de juros relacionado ao mercado, temos os casos em que a empresa firma contrato com taxa variável, ou então precisa aguardar melhores condições para contratar crédito. Acompanhar os valores e sua variação em cada instituição financeira é muito importante para que a contratação de crédito seja feita com o melhor custo-benefício para a empresa.
O risco de juros ligado à taxa básica, por sua vez, tem relação com a intervenção do Estado no mercado, que varia de acordo com a postura de cada governo e influi nas operações econômicas em geral. Estudar tendências e acompanhar as informações do Banco Central ajuda o empresário a tomar decisões e criar panoramas sobre a economia nos próximos meses.
Os riscos financeiros de uma empresa se relacionam a uma grande complexidade de fatores. Na atividade empresarial, é indispensável atentar aos sinais do mercado, dos parceiros comerciais, da concorrência, assim como aos indicadores internos. Acompanhar os números, variações e aumento ou diminuição de riscos é uma parte muito importante do trabalho do gestor. Nesse cenário, se manter informado sobre tendências e acompanhar os relatórios da empresa são boas práticas para quem quer evitar surpresas.
Gostou do artigo? Que tal se aprofundar nas questões levantadas? Veja como reduzir os riscos empresariais!