28/07/2018

Fluxo de Caixa e DRE: descubra quais são as diferenças!

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Fluxo de Caixa e DRE: descubra quais são as diferenças!

Você sabe qual é a diferença entre fluxo de caixa e DRE? Apesar de serem conceitos contábeis que se referem às demonstrações feitas pelos profissionais dessa área, ambos podem ser grandes ferramentas de gestão financeira para um negócio.

Vem daí a importância do gestor conhecer corretamente o funcionamento e a finalidade desses relatórios. Embora somente a DRE seja obrigatória, ambos são fundamentais e se complementam na tomada de decisão.

Como muitas pessoas ainda não compreendem esses conceitos, neste artigo vamos mostrar a diferença entre eles e a sua importância para o funcionamento de uma empresa. Acompanhe!

O que é Demonstração de Fluxo de Caixa e DRE?

A Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) e a Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) são relatórios capazes de identificar a saúde financeira de uma organização. Essas peças contábeis são muito importantes por entregar dados relevantes sobre um negócio, orientando gestores em sua tomada de decisão.

Essas opções têm objetivos específicos e demonstram pontos distintos dentro de uma empresa. Entretanto, ambas podem se complementar na gestão financeira de um negócio. Vamos entender cada uma delas separadamente?

Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC)

fluxo de caixa é um velho conhecido dos empresários. Por meio dele, é realizado o controle de entradas e saídas de recursos, bem como o acompanhamento do saldo constante da conta. A DFC, portanto, é um espelho mais detalhado e abrangente dos recursos em espécie de uma empresa, que pode ser uma excelente ferramenta de gestão e controle do caixa do seu negócio.

Esse demonstrativo abrange não somente as operações comuns da organização. Ele pode ser dividido em três atividades:

  • operacionais — entradas e saídas relativas à produção de bens e serviços;
  • de investimento — oscilações do ativo não circulante (móveis, equipamentos, imóveis etc) no prazo de apuração do DFC;
  • de financiamento — empréstimos e financiamentos feitos por sócios, investidores e credores da organização.

A desvantagem da DFC é que ela é capaz de analisar apenas a situação do caixa e quanto ele tem em espécie em um determinado período. Caso o gestor deseje analisar o resultado das movimentações, ou seja, se a empresa deu lucro ou prejuízo, é necessário se reportar a outro demonstrativo, o qual explicaremos a seguir.

Demonstração de Resultados do Exercício (DRE)

A DRE também é uma peça contábil e, diferentemente da DFC, que é obrigatória apenas para alguns negócios, é exigida em toda demonstração contábil registrada de uma empresa. Trata-se de um demonstrativo antigo que, por muitos anos, foi negligenciado.

Entretanto, há algum tempo os empresários perceberam a relevância da DRE e passaram a valorizá-la. Afinal, a sua função é mostrar, basicamente, se a empresa teve lucro ou prejuízo em um determinado período.

Além disso, por meio dessa demonstração, é possível verificar todas as contas que interferem diretamente no resultado da organização, como vendas, devoluções, impostos, custos e despesas. A desvantagem desse demonstrativo é que ele não apresenta a situação patrimonial e os saldos de caixa disponíveis na empresa.

Qual a relação entre o fluxo de caixa e a DRE?

Os dois têm a mesma essência, que é obter o saldo final de um período, porém, com finalidades e níveis de detalhamento diferentes. De maneira geral, podemos dizer que ambos se complementam, de modo que o gestor não pode optar apenas por utilizar um deles.

O fluxo de caixa baseia-se apenas nas entradas e saídas financeiras no caixa da empresa em determinado período. Em outras palavras, ele apresenta o total que foi gasto com fornecedores, a receita com vendas e o saldo final dessa apuração, que pode ser positivo ou negativo.

O fluxo de caixa também apresenta a vantagem de detalhar esses resultados por operação e por dia. Assim, o gestor pode acompanhar em quais períodos a empresa gastou mais, em qual momento a companhia precisará de capital de giro para cobrir suas operações, entre outros.

No caso da DRE, podemos dizer que ela abrange as mesmas informações, mas de maneira sintetizada, mostrando apenas o resultado final de todas as variações da DFC. Para considerar se a empresa obteve lucro ou prejuízo no ano — ou exercício —, ela utiliza também os resultados não monetários da companhia.

Em outras palavras, a DRE emprega as amortizações e depreciações de bens e outros ativos contábeis para dizer qual foi o resultado da empresa, o que pode ser vantajoso caso a organização precise diluir algumas perdas.

Quando cada uma dessas demonstrações deve ser utilizada?

Como você pôde perceber, cada um dos demonstrativos tem uma função distinta. Dessa forma, é necessário saber o momento em que cada um deles deve ser utilizado. Quando o seu objetivo for verificar o saldo de caixa ou possíveis elementos que estejam drenando a sua capacidade de gerar e armazenar recursos, o instrumento ideal para essa verificação é a DFC.

Entretanto, se você precisa avaliar o montante de despesas e custos, bem como o impacto da carga tributária sobre o seu negócio, o demonstrativo perfeito para esse tipo de avaliação é a DRE.

Assim, é importante reconhecer que cada uma das demonstrações contábeis tem suas limitações. Apesar disso, quando elas são reunidas, podem fornecer informações valiosíssimas para o sucesso de uma empresa.

Como estruturar a DRE e o fluxo de caixa?

Para começar, primeiro você deve ter mente que a DFC operará no regime de caixa e a DRE no de competência. Isso porque o fluxo de caixa é um relatório de natureza financeira, que precisa se basear na data de saída e entrada dos recursos.

Já a DRE precisa atender as exigências e padrões da contabilidade e se pautar na data em que os eventos aconteceram. Essa diferenciação é fundamental para o empreendedor compreender possíveis diferenças entre um e outro documento.

Em seguida, deve-se manter um controle e um registro apurados de todas as operações da empresa. O ideal é que a organização invista em um sistema que registre todas as movimentações e que ofereça integração com outros setores da companhia, como vendas, contabilidade e cobrança.

É importante também que o gestor estruture o fluxo de caixa das pequenas empresas com base nos recebimentos efetivos, e não apenas nas vendas, pois elas podem ser influenciadas pela inadimplência e gerar resultados irreais.

Com o relatório de DFC bem organizado, inventários periódicos e controle geral das movimentações, o contador responsável pela empresa terá todo o suporte que precisa para elaborar a DRE com sucesso.

Podemos afirmar que o fluxo de caixa e a DRE ultrapassam o limite de simples obrigações de uma empresa. Eles são ferramentas de gestão financeira imprescindíveis, como um presente que a contabilidade proporciona para o crescimento e o desenvolvimento de um negócio.

Para finalizar, destacamos a importância de contar com um bom sistema financeiro para coletar e analisar os dados e de uma parceria contábil idônea, de modo a obter um fluxo de caixa e DRE mais precisos. Sem esses dois elementos, suas decisões podem não ser bem embasadas, e o negócio pode ser colocado em risco.

Gostou do texto? Agora, que tal descobrir algumas dicas para aumentar o fluxo de caixa de pequenas empresas?